A vontade de atrair mais pacientes estrangeiros para os leitos brasileiros uniu cinco dos principais hospitais do nosso país nesta quarta-feira (25) em São Paulo. Os representantes do Hospital Israelita Albert Einstein , HCor ,Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Samaritano e Sírio-Libanês, chamados de G5 (os cinco grandes) do setor hospitalar, se juntaram em um evento para discutir estratégias de como conseguir “pegar” parte maior da receita que é gerada mundialmente pelo turismo de saúde, que movimenta cerca de US$ 60 bilhões por ano, de acordo com dados da Deloitte Center for Health Solutions.
Neste evento, médicos, executivos e representantes de planos de saúde internacionais vão debater formas de organizar a estrutura e preparar estratégias para que se tenha aumento e torne o nosso país uma referência como destino médico, vão também discutir formas de corrigir falhas estruturais e burocráticas que, atualmente, podem confundir o paciente estrangeiro que chega por aqui.
A idealizadora do evento, Mariana Palha, da Medical Travel afirma que umas das maiores dificuldades do mercado brasileiro são estruturais – dificuldades na recepção do turista no aeroporto, falta de sinalização bilíngüe, obtenção de visto médico para vir ao país como paciente e não como turista comum. O que acarreta atrasos para o Brasil.
A participação do nosso país nesse filão é crescente, porém tímida: a estimativa do Ministério do Turismo é de que o país tenha recebido 180 mil pessoas de outros países em busca de tratamento médico nos últimos três anos. Países da África e os vizinhos latinos americanos, e em especial, países como a Angola, têm se destacado entre os visitantes.
O volume de pacientes que vêm de fora, no hospital Oswaldo Cruz, representa apenas 1% das internações; no Samaritano são 3%; no Sírio, que possui cerca de 50 convênios com operadoras internacionais de plano saúde, os estrangeiros representam 5% e no HCor chega a 6% do total. Todos esses hospitais já estão atentos para esse tipo de mercado, e possuem há cerca de três anos áreas específicas para atender esses pacientes internacionais
No Oswaldo Cruz, o volume de pacientes que vêm de fora representa 1% das internações; no HCor, chega a 6% da receita; e no Samaritano, 3%. No Sírio, que tem cerca de 50 convênios com operadoras internacionais de plano de saúde, 5%. De olho nesse mercado, todos têm há cerca de três anos áreas específicas para atender o paciente internacional com ajuda, mimos, tradução e assessoria turística desde a internação até o aeroporto.
A consultoria Deloitte mostra como os resultados são bem diferentes dos líderes em turismo médico: a Tailândia está em primeiro lugar no recebimento de pacientes estrangeiros, com 1,2 milhão em 2007. De vice, temos a Índia, que recebeu 450 mil estrangeiros no mesmo ano.
Na outra ponta, os EUA lideram o ranking de países que enviam pessoas para tratamento internacional seguidos de Canadá, Itália, Portugal, China e Angola.
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