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No Japão, hospitais e clínicas já estão cobrando mais pelas consultas


Com o objetivo de melhorar a administração dos hospitais e clínicas, que enfrentam dificuldades financeiras e falta de mão-de-obra, o governo subiu o custo dos serviços médicos no início do ano fiscal. O aumento chegou a 0,2%, ou seja, ¥ 70 bilhões a mais para o sistema de saúde.

Segundo uma pesquisa feita pela Federação dos Hospitais Públicos e Privados em 2009, 68% das instituições operavam no vermelho. O índice apresentou uma melhora em relação aos anos anteriores após o reajuste dos serviços em 2008, que beneficiou as clínicas pediátricas e os hospitais especializados em tratamento de pacientes em fase aguda. O novo reajuste trouxe aumento de despesas para pacientes em diversas situações.

No Japão, em princípio, todos os cidadãos devem estar cadastrados em algum plano de saúde público, como o Kokumin Kenkoo Hoken (Seguro Nacional de Saúde) e o Shakai Hoken (Seguro Social para Assalariados). Os pacientes segurados pagam 30% das despesas médicas e o restante é coberto pelo seguro. Em média, os gastos mensais com saúde aumentaram quase ¥ 800, segundo a estimativa feita pelo Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social.

Boa parte dos aumentos ocorreram nos setores que enfrentam problemas de falta de médicos e outros profissionais de saúde como emergência médica, obstetrícia, pediatria e cirurgia. O adicional diário por internação de um paciente nos centros de emergência médica, por exemplo, foi elevado de ¥ 5 mil para ¥ 10 mil.

A fim de diminuir a dificuldade de encontrar hospitais para gestantes em situação de emergência, o governo aumentou também o adicional pago para o primeiro dia da internação dessas pacientes, de ¥ 50 mil para ¥ 70 mil. As instituições que internam as gestantes de alto risco passaram a receber um adicional diário por paciente de ¥ 30 mil, ¥ 10 mil a mais que o valor anterior.

Com o reajuste, uma mulher grávida que ficar internada durante 28 dias por causa do risco de parto prematuro, por exemplo, terá de desembolsar ¥ 1.350 a mais, pagando ¥ 87.190. O custo das cirurgias complicadas também foi elevado de 30% a 50%. No caso de um paciente com aneurisma cerebral que for operado e ficar internado durante oito dias, terá de desembolsar ¥ 92.810, ¥ 4.390 a mais que antes do reajuste.

Na verdade, o custo por esse tipo de operação teve um salto de ¥ 400 mil, subindo para ¥ 1,5 milhão. Mas os planos públicos de saúde estabelecem um teto de despesas para o segurado. Por isso, os valores reais cobrados dos pacientes não sofrerem um aumento tão grande.

O atendimento no plantão noturno e nos dias não-úteis também ficou mais caro. Se um trabalhador segurado com febre alta procurar o serviço médico de emergência no horário noturno terá de pagar ¥ 2 mil, e não ¥ 1,7 mil como antes. Isso porque o custo por esse tipo de serviço subiu em ¥ 1 mil. O paciente deve cobrir 30% (¥ 300).

As consultas nas clínicas dentárias também ficaram mais caras. O valor da primeira consulta passou de ¥ 1.820 a ¥ 2.180.

Fonte:Ipcdigital.com


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